Welcome to my world!

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sessão Eu Te Indico!!!

Aproveitarei o espaço pra indicar alguns bons Autores, Livros, Filmes, Séries, Anime e muito mais...

Abrindo o post, vamos a celebre Anne Rice.

Interview with the Vampire (título Original), livro escrito por Anne Rice em 1976, trata da história de vida do vampiro Louis.



O livro inicia-se com um jovem repórter entrevistando Louis, e este conta sobre sua vida antes de se tornar vampiro, como se transformou, como conheceu Lestat, a vampira Cláudia e Armand. Fala também de suas viagens e reflete sobre vários assuntos como a imortalidade.



Em sua versão brasileira, o livro "Entrevista com o Vampiro" foi traduzido pela célebre escritora Clarice Lispector.
Um trechinho dessa obra prima pra atiçar a curiosidade...

"[...] E ele fechou a tampa. Então perguntei se eu estava completamente morto. Meu corpo todo coçava e doía.
- Não, ainda não - respondeu. - Quando estiver, somente o escutará e verá mudando e não sentirá nada. A noite já deverá estar morto. Vá dormir.
- Ele estava certo? Você estava... morto, quando acordou?
- Sim, transformado, seria melhor dizer. Pois, obviamente, estou vivo. Meu corpo estava morto. Ainda precisaria de algum tempo para se livrar totalmente dos fluidos e substâncias de que não precisava mais, mas estava morto, (Anne Rice, Entrevista com o Vampiro, 1976, p. 22)".

Fica a dica!!! Em breve mais novidades!!! ^^

Sessão Literatura

Abrindo essa Sessão, trago um conto antigo, mais emocionante... Espero que admirem e que gostem.


P & Y
Uma História de Amor


À noite fria era uma ótima deixa para uma cena de amor inesquecível. Ali, naquele quarto coberto por um véu da mais pura penumbra, o amor nasceria em sua forma mais pura e virginal; quase sagrada. Não fosse o que o tornaria um ato sujo e melindroso. Ou até quem sabe; profano, devasso.
De repente, irrompeu no quarto iluminado a meia-luz uma figura misteriosa. Estava meio despido. Tudo o que se limitava a usar era uma macia e confortável toalha branca amarrada abaixo do umbigo.
Era um homem. Era alto e sério. Tinha ombros largos e braços fortes e musculosos. Nos olhos negros e redondos, a determinação e sagacidade de alguém que conhece a vida. Pelo tórax e abdômen altamente definidos e rijos como uma rocha, uma camada grossa de pêlos negros seguia como grama até pouco depois dos quadris. Ele deslizou a mão esquerda pelos cabelos negros, curtos e ondulados; pensativo.
A barba grossa que lhe cobria o rosto como uma máscara de pêlos, dava-lhe um ar ainda mais misterioso e sedutor. Apaixonante.
Ele fitou a cama vazia e intocada naquela noite de vinte e nove de janeiro do ano corrente. Ele sabia, que se assim desejasse, ela estaria ocupada. Bastava que ele assim quisesse, mas ele não queria. Não aquela noite; não depois de ter conhecido uma pessoa que se tornara tão especial para ele quanto ele se tornara para ela.
A distância não impedia. Ou melhor, impedia e muito. Centena de milhares de quilômetros separava o amor e a paixão de Yuri e Paolo. O judeu convicto e o quase ateu. Talvez uma relação tempestuosa; talvez o início de uma nova era e de um novo mundo e de uma nova visão teológica para um relacionamento entre duas pessoas do mesmo sexo.
Uma relação tempestuosa? Talvez. Entretanto, existia um sentimento puro e verdadeiro por trás de um ato tão pouco compreendido. Um amor verdadeiro e que apesar da distância, só aumentava ainda mais.
A mente divagou por um momento, que mais pareceu uma eternidade. Yuri sacudiu à cabeça agitado, saindo do transe ao qual se encontrava.
E então um sorriso verdadeiro e natural iluminou o seu rosto de homem. Sobre a cama, deitado e envolto nos lençóis grossos e pesados de cor escura, estava Paolo.
Paolo era o total oposto de Yuri. Ele era magro, apesar de esbelto. Tinha os olhos pequenos e castanho-escuros. A pele morena clara típica dos latinos. E seu cabelo era bem preto e fortemente ondulado. Paolo era um menino ainda; embora já estivesse entrando na casa dos vinte. Seu corpo era infantil e delicado, de ombros caídos e braços longos e finos como macarrão. Mas uma coisa Paolo era sem dúvida: uma máquina de prazer.
Paolo lançou um olhar erótico e sensual por cima dos ombros e fitou Yuri imóvel e estático com a aparição inexplicável de seu amado. Ele mordiscou os lábios finos e marrons e chamou Yuri com um movimento lento e sensual com o dedo indicador, como se ele fosse uma minhoca que se mexia sob ordens.
Yuri saltou sobre a cama apressado. Embora não acreditasse no que via, também não desejava uma explicação plausível para tal. Queria apenas aproveitar a fascinante presença de Paolo que estava em seu quarto naquela noite.
Yuri segurou os braços finos e compridos de Paolo e o trouxe para junto de si. Paolo mergulhou de cabeça no tórax perfeito de Yuri, sentindo o seu cheiro doce e agradável. Ficaram abraçados por algum tempo; Yuri queria ter certeza de que aquilo era real e não mais um sonho.
Os braços de Paolo deslizaram pelos flancos do outro até suas mãos se encontrarem sobre os ombros largos de Yuri. O corpo de ambos se unindo mais. Enquanto Paolo sentia os pêlos grossos do tórax e abdômen de Yuri macios como uma almofada nova. Paolo se deixou controlar e Yuri fez o que sempre sonhou fazer.
Com suas mãos grandes e firmes ele segurou Paolo a alguns centímetros a sua frente, olhando no fundo dos seus olhos luxuriosos e debruçou sua cabeça sobre Paolo. A barba grossa arranhando a face lisa e infantil de Paolo; o fazia se encher de tesão. Um tesão quase incontrolável. Então os lábios se tocaram. O mundo parou naquele instante. O beijo tímido e sereno logo deu lugar a um beijo selvagem e animal, pecaminoso.
As línguas revezavam no entra e sai descontrolado que se seguia. Vez outra elas se cruzavam e obstinadas, escorriam uma por cima da outra, sedenta. Paolo segurou Yuri pela nuca, impedindo que ele se afastasse um milímetro que fosse. Yuri, por sua vez, agarrou-se aos quadris de Paolo com firmeza e prazer, prolongando ainda mais o beijo e conseqüentemente o abraço que os tinha levado até ali.
Então o sabor refrescante do creme dental de menta e hortelã que Yuri acabara de usar entorpeceu os sentidos por alguns segundos; impedindo que o beijo tão desejado por ambos cessasse. Com um movimento apressado, os narizes de ambos se chocaram quebrando o momento mágico com uma cena cômica. Eles gargalharam, fogosamente.
Estavam de joelhos sobre a cama, mais uma vez em total silêncio. Olharam-se calmamente, um nos olhos do outro, sorriram com naturalidade mais uma vez e Yuri caiu sobre Paolo e em meio às cobertas grossas e pesadas que ali estavam.
A cama confortável e até então solitária tornava-se lentamente, um ninho de amor. Yuri sobre Paolo olhava-o com ternura e desejo seguidamente. Yuri o beijou novamente, como jamais houvera beijado alguém antes. Um beijo repleto de desejo e ao mesmo tempo carregado de fome e luxúria.
Paolo deslizou a mão pequena e delicada pela face rija e barbada de Yuri, em um carinho jamais provado. Yuri sorriu, mergulhando mais uma vez sobre Paolo para mais um beijo.
Yuri deitou a cabeça sobre o peito de Paolo, em um gesto quase maternal e involuntário. Paolo suspirou pesadamente e repousou uma das mãos sobre a cabeça do amado fazendo-lhe cafuné. Ao mesmo tempo em que com a mão livre, subia e descia pelas costas largas de Yuri fazendo-o arfar de excitação.
— Meu menino —, murmurou Yuri. — Eu nem acredito que isso seja verdade —.
Paolo o silenciou tocando seus lábios com a ponta dos dedos. Yuri os mordiscou levemente, meio sádico.
— Te amo, honey —, revelou Paolo. — Eu te amo como jamais fui capaz de amar alguém. Eu queria que o tempo parasse agora, para que essa noite e esse momento jamais chegassem ao fim —. Yuri ergueu a cabeça, fitando-o com os olhos crispando de lágrimas de emoção e paixão. — Você foi, o melhor dos meus casos... de todos os abraços, o que eu nunca, jamais, esquecerei ou virei a esquecer... —. Acrescentou Paolo com a voz oscilando entre canto e emoção. Yuri o beijou mais uma vez àquela noite, assim como Paolo, desejando que o tempo cessasse ali e agora.
— Você, Paolo, foi a melhor coisa que já me aconteceu até hoje —. Yuri suspirou. — Se fosse possível, eu gostaria que ficássemos assim para sempre. Eu ouvindo o pulsar acelerado do seu coração e sentindo o seu calor se unir ao meu e você, afagando os meus cabelos e acariciando as minhas costas e me deixando cheio de tesão por você —.
— Vamos esquecer de tudo! Vamos esquecer do ontem, do amanhã, do agora! Vamos pensar apenas e exclusivamente em nós dois e nesse momento lindo que estamos vivendo —.
— Obrigado —. Disse Yuri. — Por você ser tudo aquilo que eu imaginei desde o princípio —.
— Maktub... —, sorriu Paolo, ao mesmo tempo em que deslizava a mão pela barba cerrada de Yuri com prazer.
Houve então silêncio mais uma vez. Ouvia-se apenas a respiração ressonante no cômodo mergulhado na penumbra erótica e sedutora. Yuri tomou o seu lugar a cama outra vez, saindo de cima de Paolo. Ele então montou em Yuri, que rapidamente tocou-lhe os quadris com firmeza. Paolo gemeu baixinho e deitou-se sobre o corpo peludo de Yuri, permitindo que o tesão de ambos transpusesse seus corpos físicos e alcançassem juntos, um orgasmo fenomenal.
E naquele quarto meio escuro e sedutor, ambos conheceram o amor em sua forma talvez não tão pura, mas sem dúvida na mais fascinante que poderia haver. Onde o mundo lá fora já não existia e nem importava. Os conceitos, as regras, os tabus, tudo havia sido deixado de lado para se acomodar melhor e perfeitamente ao casal atípico que vivia um momento sublime naquele apartamento da capital carioca naquela noite de janeiro.
O amor dos dois havia desabrochado em uma linda e perfumada flor de primavera.

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Um cheiro doce de sexo recém acabado permeava o ar do quarto de ponta a ponta. Pela janela aberta, a luz forte e fria da lua cheia penetrava o quarto sem pudor e sem pedir licença. Sobre a cama desarrumada, havia um corpo masculino e de bruços completamente nu.
Há alguns centímetros do corpo inerte e imóvel, havia uma toalha branca e úmida. Talvez molhada de suor, talvez não. Existiam milhares de possibilidades e aquela, sem dúvida, não era a correta.
A luz da lua caía sobre suas nádegas despidas atrevidamente, quase que em um desejo luxuriante e carnal. A bunda branca e coberta por uma fina camada de pêlos negros e grossos o denunciava: aquele era Yuri!
De repente seus olhos se abriram preguiçosamente. Ele respirou sonolento, ao mesmo tempo em que com a mão direita buscava qualquer vestígio de Paolo, o seu Paolo. Mas infelizmente não havia nada. Era como se Paolo nem ao menos existisse. Não existia qualquer rastro de sua presença naquela cama; para lamento de Yuri.
Yuri então mergulhou o rosto no travesseiro e lamentou amargamente a inexistência de Paolo ali, ao seu alcance.
E olhando o céu distante e repleto de estrelas cintilantes, ele limitou-se a indagar:
— Será que tudo isso foi um sonho? Paolo realmente existe ou é apenas um fruto da minha imaginação e da minha solidão? —.
Os olhos fecharam lentamente em reflexão, mas se abriram tão depressa quanto um relâmpago o é. Ao lado da cama, sobre um criado-mudo, o celular de Yuri vibrava e oscilava frenético. A mão esquerda apanhou o aparelho depressa e logo ele identificou a ligação: era Paolo, que estava ligando para lhe desejar um ‘boa noite’.
Sem dúvida, tudo não tinha passado de um sonho. De um ótimo sonho, na verdade.